Abaixo-Assinado Hospital Público Veterinário/Centro de Bem Estar Animal

A política de castração precisa ser permanente e abranger todas as regiões administrativas de Goiânia, pois só com a castração em massa é que irá reduzir a quantidade de animais abandonados nas ruas.

A maior carência hoje é com certeza, castração dos animais em situação de rua.

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Periodo de: 07/02/2022 até 07/02/2023

Os abaixo-assinados vêm pela presente pedir o funcionamento efetivo do Hospital Público Veterinário / Centro de Bem Estar Animal, que foi inaugurado em 13 de novembro de 2020, localizado no Jardim Balneário Meia Ponte (antigo Centro  de Zoonoses), em Goiânia (GO), porém o mesmo não oferece serviços de um hospital, pois não possui centro cirúrgico e os atendimentos restringem-se a consultas de animais das pessoas que são cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único) e que participam de programas do governo (Bolsa Família, Auxílio Emergencial, Água e Energia baixa renda), assim, animais em situação de rua são deixados de lado.

Segundo o que foi informado pela prefeitura de Goiânia no dia da inauguração, o local contará com 41 profissionais: 18 da área da saúde e 23 administrativos e operacionais. Inicialmente, a unidade vai realizar o cadastro das famílias e a triagem de animais domésticos (cães e gatos) que receberão atendimentos ambulatoriais de baixa complexidade, por ainda não dispor de centro cirúrgico, mas que assim que as obras terminarem irão ampliar o atendimento.

Um ano se passou e os atendimentos não foram ampliados, por isso solicitamos um hospital público veterinário com funcionamento 24 horas, equipados com salas cirúrgicas, sendo uma exclusiva para castrações, um ambulatório, um consultório odontológico e salas de vacinação.

O hospital precisa realizar exames de sangue e de imagem como raio-x em tempo real, ultrassom, além de exames que detectem, por exemplo, gravidez e a presença da FIV e FELV, que são vírus que comprometem o sistema imunológico dos gatos.

Queremos também áreas de internação para animais portadores de doenças contagiosas e áreas amplas para animais em reabilitação, permitindo o atendimento de fisioterapia para os que precisarem, alimentação e alojamentos confortáveis.

O hospital deve ser gerido pelo poder público, e todos os servidores devem ser treinados e capacitados para tratar todos os animais em situação de vulnerabilidade de imediato.

Exigimos com urgência o funcionamento efetivo do Hospital Público Veterinário / Centro de Bem Estar Animal, uma vez que compadecemos com a situação de extremo sofrimento dos animais abandonados nas ruas da capital. 

Clamamos pela implementação URGENTE de políticas públicas de CASTRAÇÃO GRATUITA e sistemática. A política de castração precisa ser permanente e abranger todas as regiões administrativas de Goiânia, pois só com a castração em massa é que irá reduzir a quantidade de animais abandonados nas ruas. 

Além de evitar a superpopulação e abandonos, a castração nas fêmeas evita doenças uterinas (piometra), neoplasias (câncer), inflamação ou infecção das mamas (mastite) e gravidez psicológica (pseudociese).

Já nos machos, a castração reduz a frustração sexual e a necessidade de sair de casa, o que diminui o risco de fugas, atropelamentos e brigas com outros machos. Reduz as chances de hiperplasia de próstata e evita-se o câncer de testículo, que podem ser fatais. A castração diminui a demarcação de território e o animal pode ficar mais dócil, facilitando a interação e reduzindo situações problemáticas. 

Em ambos os sexos, a castração evita transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, como o TVT tumor venéreo transmissível.

Para atingir um maior número de animais, faz-se necessário equipar um ônibus com centro cirúrgico, que deverá ir nos bairros da capital, uma vez que vários tutores são carentes e não possuem meio de transporte e condições de pagar o deslocamento do animal.

É preciso prever ações governamentais de educação socioambiental, junto a estudantes e a população em geral, para que não abandonem e maltratem os animais, bem como dotar os organismos competentes de mecanismos de fiscalização e punição aos infratores. (Dalva Fátima Ferreira)